Deuses e Demônios
Saulo Javan, baixo
Vitor Philomeno, piano
Sinopse
“A voz do Baixo: deuses e demônios na Ópera e Canção”
Das profundezas da psique humana às alturas dos reinos divinos, a voz do Baixo tem sido uma ferramenta poderosa para compositores evocarem o sagrado, o demoníaco e o sobrenatural. Este recital explora como compositores ao longo dos séculos usaram a voz grave masculina para representar deuses e demônios na ópera e na canção, perpassando temas de autoridade, mistério e poder sobrenatural.
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Mache dich, mein Herze, rein (Matthaus-Passion, BWV 244)
George Frideric Händel (1685 – 1759)
Leave me, loathsome light (Semele HWV 58)
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
O Isis und Osiris (Die Zauberflöte, KV 620)
Hekel Tavares (1913 – 1992)
Funeral do Rei Nagô
Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959)
Xangô (Canções Típicas Brasileiras, W159)
Intervalo
Claudio Monteverdi (1567 – 1643)
O tu, ch’innanzi morte (L’Orfeo SV 318)
Franz Schubert (1797 – 1828)
Der Tod und das Mädchen, D. 531
Camille Saint-Saëns (1835 – 1921)
Danse Macabre, Op. 40
Charles Gounod (1818 – 1893)
Le veau d’or est toujours debout! (Faust)
Anton Rubinstein (1829 – 1894)
O monólogo do Demônio (The Demon)
Charles Gounod (1818 – 1893)
Vous qui faites l’endormie (Faust)
Gustav Mahler (1860 – 1911)
- Urlicht (Das Knaben Wunderhorn)
Biografias:
Saulo Javan é barítono e um dos mais destacados artistas de ópera do Brasil, com presença frequente nos principais teatros e salas de concerto do país. Reconhecido por sua versatilidade, já interpretou papéis em produções como Aida, Macbeth e Tosca, além de óperas de Britten, Stravinski, Mozart, Donizetti, Villa-Lobos e Carlos Gomes. Atuou na estreia mundial de Dulcinéia em Trancoso, de Eli-Eri Moura, e integrou a Cia. Brasileira de Ópera no papel de Don Bartolo em O Barbeiro de Sevilha. Gravou a Sinfonia X – Ameríndia, de Villa-Lobos, com a Osesp sob regência de Isaac Karabtchevsky. Foi vencedor do Concurso de Canto Nacional Villa-Lobos em 2002.
Vitor Philomeno é um dos principais preparadores vocais e gerentes artísticos do Brasil.. Trabalhou com nomes como Gabriella Pace, Cristina Gallardo-Domâs, Graciela Araya, Martin Muehle e Saulo Javan, além de atuar como pianista correpetidor em audições e masterclasses com artistas, como Teresa Berganza, Nancy Fabiola Herrera e The King’s Singers. Fundador do Opera Atelier Artists, referência em gerenciamento artístico na América Latina, destacou-se pela preparação do elenco da estreia brasileira de Il barbiere di Siviglia de Paisiello e concertos como o Kindertotenlieder com Graciela Araya no Theatro São Pedro. Em 2024, terá compromissos como curador no Instituto Artium e em masterclasses na OSPA.


